Francisco
Simões


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HOMENAGEM


Amigos, hoje homenageio outro bom amigo da antiga, gente da melhor qualidade. Refiro-me ao professor João Gomes André que integrou a valorosa equipe do primeiro DESED comandado por Admon Ganem e depois pelo professor Joaquim Amaro, outro amigo, que como André, mora de graça no meu coração, para sempre.

João André atuou no setor que elaborava as provas para os antigos concursos do Banco do Brasil, comandado pelo também valoroso professor Viguê Loureiro. Foi pelos livros deste que eu estudei e muito, quando jovem, para me submeter ao concurso do BB e ter sucesso logo na primeira tentativa.

Muitos anos depois de a vida nos ter conduzido a caminhos bem distintos eis que o destino, só pode ter sido ele, nos proporcionou um reencontro, ainda nos anos setenta, no então Serviço de Mecanização do BB. Ele já pertencia a uma pequena equipe de um setor de Comunicação Áudio Visual que a Chefia daquele Departamento estava criando.

Baseado na experiência que eu tinha no assunto resolveram me convidar para comandar o setor. Claro que inicialmente recusei, educadamente, alegando estar lá uma pessoa que eu conhecia, que era mais do que gabaritado para aquela função, ex colega no Departamento de Treinamento de Pessoal, amigo dos melhores, professor, e com mais anos de Banco do que eu.

O Chefe não aceitou meus argumentos mesmo reconhecendo o valor e todos os méritos do nosso bom André por mim referidos. Este, por seu turno, acabou me deixando à vontade ao me dar todo o seu apoio e se pondo inteiramente à disposição para colaborar em tudo que eu precisasse. Pessoa de uma dignidade, de uma simplicidade, cuja honradez parece estar meio em desuso hoje em dia.

Este, amigos, é o nosso João André, que modestamente eu homenageio no meu site pessoal, como tenho feito com outros bons amigos, divulgando um texto de sua autoria no qual é fácil perceber-se a retidão de seu caráter pelo sentido crítico que dá às palavras ao condenar a execrável "Lei de Gerson". André, como eu, nasceu em Belém do Pará, mas logo com menos de um ano de idade sua família teve que se transferir par Manaus.

Convido-os a ler "Lei de Gerson" de autoria do amigo e professor João Gomes André.

Francisco Simões. (Abril/2009)

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“LEI DE GERSON”

 

Ficou conhecida como “Lei de Gerson”, a partir de um comercial feito pelo famoso jogador de futebol há muitos anos, a mania que algumas pessoas têm de querer levar vantagem em tudo, ainda que causando prejuízo aos outros. É um grave desvio das normas de convívio social, que cabe a todos condenar e combater.

Os exemplos estão aí, em grande quantidade: aqueles que furam as filas, os que avançam pela contramão quando o trânsito está lento, os que adulteram a qualidade ou o peso das mercadorias, os que fraudam concorrências e concursos, os que criam dificuldades para vender facilidade...

Querer levar sempre vantagem em tudo é uma filosofia de vida que é filha do egoísmo com o egocentrismo, uma prática que desrespeita o direito dos outros e que se alimenta, muitas vezes, da mentira, do suborno, do tráfico de influência, enfim, da corrupção.

No Brasil, infelizmente, essa prática parece ter-se disseminado de tal maneira que pessoas que procuram agir corretamente, que obedecem às leis, são frequentemente chamadas de tolas ou ingênuas pela turma do “rouba, mas faz” e assemelhados, numa lamentável inversão de valores.

A atitude de ganhar sempre, a qualquer preço, precisa ser combatida pelas autoridades e por todas as pessoas de bem, em todas as frentes, objetivando eliminá-la definitivamente do caráter social brasileiro.

É necessário, por exemplo, estabelecer-se uma legislação específica que contemple punições exemplares que desestimulem a corrupção – expressão máxima da “Lei de Gerson” – em todas as áreas de atividade, quer nos níveis governamentais ou na iniciativa privada.

O sentimento de impunidade que grassa em toda a sociedade somente será revertido se o trabalho que vem fazendo nesse sentido a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público e o Judiciário, continuar, e para isso é preciso que todos manifestem a eles o seu apoio, desde o cidadão comum, sindicatos, associações de classe, imprensa, entidades religiosas etc.

A longo prazo, cabe às famílias um importante papel nessa campanha: ensinar seus filhos, desde cedo, o respeito às leis e às normas de cidadania.

A pessoa que avança com seu carro pelo acostamento, que fura a fila, que joga lata de cerveja fora pela janela do carro, que é adepto de “levar vantagem em tudo”, dá um péssimo exemplo para os seus e certamente não contribui para um convívio mais humano e respeitoso entre as pessoas.

 

Autor: João André.