Crônica
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    MINHA VIDA, MEU TEMPO, MEUS AMORES


    Nesta atualização eu lhes apresento e comento um pequeno poema que escrevi ano passado. Ele poderia ter sido escrito hoje que daria na mesma.

    O amor tem me acompanhado nesta longa vida embora nem sempre com a mesma intensidade. Eu vivi diversas fases desde quando ainda muito jovem vendo o tempo passar e o amor ir e vir nem sempre estando ao meu lado ou ocupando o meu coração.

    Conheci e convivi com o amor leal, o amor verdadeiro, este em verdade foi mais constante, mas também senti na pele ou no coração o falso amor, o traíra, o amor movido por interesses que não os que eu tentava alimentar. Assim fui vivendo sempre.

    Nesta convivência eu decidi analisar hoje o amor junto com o tempo, não o tempo de duração, entretanto o tempo que é vida, que é existência, que nos dá esperança ou que nos mostra o lado mais triste e desagregador da paz que buscamos e acabamos por perder. A desesperança que se torna a nossa cruz a carregar pelo resto da vida.

    Quando escrevi o poema abaixo no ano passado fiz antes um retrospecto do meu viver com tantos amores desde a juventude. Relembrei amores que me levaram a namoros ou a simples aventuras, ou mesmo apenas à satisfação de alguns desejos. Tudo isso passou em minha mente enquanto eu viajava no tempo. Foi alegre e até meio divertido em certos casos.

    Hoje percebo que uma amizade leal, sincera, ainda que com seus pequenos defeitos substitui bem o amor que eu esperava, mas ficou no passado. As idades não importam, pois vale mais o sentimento. É verdade que temos que curtir ou sentir forte algumas vezes a solidão em momentos diversos, todavia afirmo que é inevitável.

    Estamos vivos e temos que levar a vida de forma útil não apenas em nossos passos, porém unindo nosso caminho ao de outras pessoas que podemos ajudar. Assim eu tenho feito. Houve momentos em que me deixei deslizar quase para uma leve depressão e como percebi em tempo pude reagir especialmente através de alguns exercícios de Yoga (sim, com “o” aberto não com “ô” fechado como alguns insistem em inventar agora) exercícios que entre os anos 60 e 70 eu fiz e muito.

    A meditação, junto com o relaxamento e séries de respiração compassada, têm-me ajudado e muito. Disso eu ainda entendo e não dependemos de nada nem de ninguém para fazê-los. Assim o amor além de permanecer nas lembranças, nas recordações, dá lugar ao relacionamento leal, sincero, verdadeiro e a vida vai seguindo até quando nosso destino assim o desejar. É isso amigos e amigas. Agora por favor leiam o meu poema “O AMOR E O TEMPO”.

    Francisco Simões. (Maio/2017)


    O AMOR E O TEMPO
    O amor ficou no tempo
    Embrulhado em saudades
    Escondido em mentiras
    Pois as verdades machucam
    E assim o passado guarda
    O que o presente não ressuscita
    Nem sente, nem oferece,
    Nem sequer imita.
    O amor ficou no tempo
    Num tempo de paz, de vida,
    Vivida com intensidade
    Uma realidade passada
    Mergulhada para sempre em saudade.
    Quem hoje o vê não imagina
    A sina de quem soube e sabe ser feliz
    O coração finge, mas nada diz
    Da mágoa que dói na alma
    Do vazio de cada dia.
    Talvez não haja mais tempo para amar
    Apenas tocar a vida sem sonhar
    Enfrentar uma realidade fria
    Que se mostra indiferente
    Que nem sempre sente nem permite o amor.
    Falta espaço para ele na minha existência
    Ou perdeu a importância na convivência.

    (Francisco Simões / 2016)