Crônica
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    SMARTPHONES E SUAS CONSEQUÊNCIAS


    Gente amiga outro dia eu andei lendo diversos artigos alertando sobre o excesso do uso desses novos aparelhos que tendem sempre a vir mais moderninhos e, portanto a trazer mais malefícios aos usuários que infelizmente não acreditam nesses alertas.

    Um dos alertas vem de um médico denominado Leôncio Queiroz Neto. Vou reproduzir aqui embaixo a matéria mesmo sabendo que pessoas, ou usuários desses smartphones sequer darão atenção ao alerta. Lamento pelas consequências futuras de cada pessoa, jovem ou de mais idade, que usam e abusam não só no uso como na forma errônea de usar tais aparelhos.

    Podem me criticar, mas eu não os quero para mim, até porque não vejo necessidade embora tenha amigos que se babam todo ao falar daqueles aparelhos e me dizem ser “necessário nos atualizarmos com esses avanços”. Perdoem, todavia eu dispenso esse tipo de “atualização”.

    Tenho hoje 80 anos, vivi tempos em que usar um telefone era uma dificuldade e nem por isso deixamos de viver e ser felizes. Depois os aparelhos fixos foram ficando mais acessíveis, porém estes nunca provocavam ou provocam em nós qualquer dano, somente o aborrecimento pelo abuso das companhias a nos empulhar mensagens que nunca pedimos algumas muito estranhas como que a tentar nos passar trotes absurdos. A gente desliga e pronto.

    Muitas críticas que tenho lido conferem com o que se vê tanto nas ruas como mesmo nos lares, até bem perto de nós. O que alguns chamam de “avanço” este efeito está mesmo é a escravizar pessoas, ou usuários, pois parece que não conseguem dar um passo na rua sem olhar nos ditos cujos. Correm perigos de atropelamentos, esbarram em outras pessoas, e andam como que robôs controlados pelos aparelhos e não ao contrário.

    Se em suas casas algumas vezes ligam a TV, mas seus olhos não saem é dos ditos aparelhos. Não tenho nada contra outros tantos modernismos desde que eles não venham a nos trazer escravidão e ou tortura. Enfim leiam com atenção a matéria abaixo e guardem, por favor, pois poderão ter que reler algum dia, eu só espero que não seja tarde.

    Quem vos escreve aqui já viveu 8 décadas e graças a Deus enxerga muito bem e não tem nenhum problema de visão, apenas fiz cirurgia de catarata o que é normal em pessoas de mais idade. Hoje enxergo melhor que antes. Agora vou inserir a matéria a que me refiro acima e espero que a leiam mesmo e a levem a sério. O problema é fazerem um uso o melhor, o mais correto desses novos aparelhos de telefone celular.

    Francisco Simões. (27/02/2017)


    Celular pode aumentar fadiga visual
    Pesquisa do IBGE mostra maior acesso à internet pelo celular,
    o que exige mais esforço visual


    No Brasil o acesso à internet pelo celular já ultrapassa o computador. É o que mostra pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dispositivo é usado por 80,4% dos 36,8 milhões
    de lares que participaram do levantamento. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, que já realizou três estudos sobre a influência da vida digital na saúde ocular, a mudança de mídia pode aumentar a fadiga visual ou síndrome da visão no computador. Isso porque, explica, quanto menor a tela, maior é o esforço visual. Além disso, comenta, muitas pessoas colocam o equipamento bem mais próximo dos olhos do que quando fazem a leitura de impressos. Resultado: os olhos trabalham mais para enxergar tão próximo e ficam mais cansados. Os sintomas da síndrome elencados pelo oftalmologista são dor de cabeça, visão embaçada e ressecamento dos olhos. Estudo realizado por Queiroz Neto com 1,2 mil pessoas mostra que o desconforto atinge 75% dos que usam internet fixa. Não é para menos. As telas eletrônicas dificultam manter o foco porque as imagens e textos são formados por pixels que têm o centro mais brilhante que as bordas.

    As principais dicas do especialista para evitar a fadiga visual são:
    - Independente da mídia, evite o uso em locais muito iluminados. Além de contrair as pupilas, diminui o contraste dos celulares.
    - Mantenha o celular a uma distância mínima de 30 cm e o monitor a 60 centímetros.
    - O celular deve ficar 45% cm abaixo do olho e o monitor entre 10 a 20 cm.
    - Olhe para um ponto distante de 5 a 10 minutos a cada hora de navegação.
    - Aumente o tamanho das letras, regule a tela com o máximo contraste e pouca luminosidade.
    - Mantenha a tela do monitor ou celular sempre limpas
    - Evite o ofuscamento não posicionando o monitor ou celular de frente para janelas.
    - Lembre de piscar voluntariamente quando usar internet fixa.
    - Quem passou dos 40 e tem presbiopia deve usar óculos apropriados para o computador. Muitos não o utilizam.

    Miopia
    Para Queiroz Neto, o uso intensivo do computador e outras mídias também está por traz do aumento da miopia no mundo todo. Isso porque, estudo conduzido pelo médico em que participaram 360 crianças de 6 a 9 anos que passavam até seis horas ininterruptas utilizando o computador, 21% apresentaram dificuldade de enxergar de longe, contra 12% para esta faixa etária apontado pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). Na infância, a vida digital muito intensa causa miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de enxergar à distância. Está relacionada ao esforço para enxergar de perto e pode ser revertida com mudança de hábitos.

    Para evitar a miopia acomodativa, a recomendação para crianças é descansar de 20 a 30 minutos a cada hora de uso do computador, videogame, celular ou outra tecnologia.

    Perda do sono
    Outra dica do oftalmologista para tornar a tecnologia uma aliada é evitar o uso noturno de qualquer tipo de mídia. Isso porque todas emitem luz azul que prejudica a produção da melatonina, hormônio responsável pela indução ao sono. A falta de sono, observa, tem uma correlação com doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e queda da imunidade. Como se não bastasse, também agrava a síndrome do olho seco e pode causar queda da visão noturna porque dificulta a regeneração da rodopsina, uma substância sensível à luz presente na retina. O segredo, portanto, é ter disciplina.