Crônica
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    EU SOU POETA?


    Gente amiga, hoje eu decidi atualizar meu site pessoal usando o poema que lerão mais abaixo intitulado “Amante Guerreiro”. Eu o escrevi em Dezembro/2000, quando ainda não atuava nesta internet.

    Tenho uma grande amiga, a Dra. Terezinha que atua numa das Farmácias de Homeopatia do Dr. Carlos de Faria, meu médico há 35 anos, que costuma ao me escrever chamar-me de “meu amigo poeta”. Isto me honra muito embora saiba que amiga/o é sempre suspeita/o ao fazer tal consideração. A ela eu dedico também esta atualização do meu site.

    Verão que inicio minha poesia com esta pergunta e este comentário: “Se sou poeta? Sei lá se sou, / Só sei que penso com o coração / E que quando escrevo me dou / Por uma paixão incontida / Que faz do meu peito a guarida / Dos sentimentos do mundo.”

    Já escrevi versos falando de amor, assim como extravasei em algumas poesias minha revolta contra as injustiças sociais, a politicagem rasteira que assola nosso país, eu previ até o fim do mundo e o descrevi numa visão que me ocorreu certa noite, além de ter prestado homenagem a algumas pessoas que povoaram minha vida. Afinal tudo pode ser poesia, depende de quem vê, sente, ama ou odeia e se expressa em versos.

    Haja vista como termino a poesia abaixo: “Se sou poeta é meu verso que diz, / Falando de amor para além dos desejos / Talvez até uma imensa utopia / Mas enquanto houver uma vida vazia / Eu não serei um poeta feliz”.

    É verdade que escrevi algumas poesias quando ainda era muito jovem, mas ali eu falava mais era de amor, desejo, etc. Depois retornei aos versos creio que por volta de 1987, quando já me aposentara do Banco do Brasil. Antes, durante alguns anos, eu me dediquei a diversas atividades artísticas como a produzir e exibir filmes em curta metragem (super 8) e a fazer Exposições de minhas Fotografias Artesanais.

    Em Janeiro/2001 comecei a escrever novamente minhas crônicas (o que eu fiz durante alguns anos no rádio paraense) e as divulgar em diversos sites literários. Com o tempo eu me encolhi e preferi me dedicar somente ao Coojornal da revista RIO TOTAL da amiga Irene Serra onde escrevo até hoje e eventualmente ao meu site pessoal no qual vou valorizando poemas por mim escritos.

    Na poesia aqui exposta eu extravaso meus sentimentos sobre a nossa realidade além de soltar o meu brado contra o que me incomoda e me tira do sério. Lembro aqui apenas mais estes versos do poema AMANTE GUERREIRO: “...Onde verdades são grandes mentiras / Onde o perfeito se revela falho / Onde a fome é um atalho/ Pelo qual a morte encurta a vida / Onde essa vida tem senhores / Onde a hipocrisia com favores / Limpa a ferida, mas deixa as dores...”

    Eu preferia que nossa realidade fosse diferente e eu pudesse só falar de amor infelizmente não consigo me conter ao ver que as injustiças, as mentiras, o desamor enfim é que andam prevalecendo. O forte dirige e manda no mais fraco, a este compete lutar, porém parece não ter mais forças para tanto. Daí entre outras poesias eu ter um dia escrito este “Amante Guerreiro”.

    Se eu sou poeta, não sei, mas ouso me expressar tanto em prosa quanto em versos, pois assim como me ensinou meu saudoso pai português eu não sei me calar e jamais me calarão enquanto eu tiver voz, vida, espaço, e apoio. Repito, amigos e amigas: “...Enquanto houver uma vida vazia / Eu não serei um poeta feliz.”

    Agora, por favor, leiam meus versos abaixo.

    Francisco Simões (Setembro/2016).

    AMANTE GUERREIRO


    Se sou poeta? Sei lá se sou,
    Só sei que penso com o coração
    E que quando escrevo me dou
    Por uma paixão incontida
    Que faz do meu peito a guarida
    Dos sentimentos do mundo.
    Sou amante, mas sou guerreiro
    Diante da flor e diante da dor,
    Por amor até morro primeiro,
    Contra a injustiça miro meu brado,
    Armo o soldado com as palavras
    Com a indignação ao meu lado.
    Cavalgo na trilha dos versos,
    Com a poesia eu batalho
    Sem pejorar, mas acusando,
    Não recuando, apenas avanço,
    Sopeando sempre o perverso
    Universo de iniqüidades
    Onde verdades são grandes mentiras,
    Onde o perfeito se revela falho,
    Onde a fome é um atalho
    Pelo qual a morte encurta a vida,
    Onde essa vida tem senhores,
    Onde a hipocrisia, com favores,
    Limpa a ferida, mas deixa as dores.
    Se sou poeta é meu verso que diz,
    Falando de amor para além dos desejos,
    Talvez até uma imensa utopia,
    Mas enquanto houver uma vida vazia
    Eu não serei um poeta feliz.


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    Autor:  FRANCISCO SIMÕES
    Em: Dezembro / 2000.
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