Crônica
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    O TEXTO DE NÚMERO MIL


    Enfim eu cheguei lá. Quem me acompanha no divulgar crônicas desde Janeiro de 2001 nesta internet sabe que eu escrevi durante bom tempo, além do Coojornal da revista RIO TOTAL, para vários sites literários. Para um deles escrevi textos inéditos por 4 anos seguidos.

    Foi Irene Serra quem por primeiro me apoiou e me lançou na web. No Coojornal já tenho 593 textos divulgados, incluído este. O escrever para outros sites ao mesmo tempo acabou por me cansar e fui me retirando de um e de outro até dar preferência a permanecer apenas com Irene Serra.

    Muitos amigos e leitores sabem que comecei a escrever pequenas crônicas já com 17 anos no rádio paraense, isto ali pelos idos dos anos 50. Eram textos diários que eu mesmo lia ao microfone tanto da Rádio Marajoara como depois na Rádio Club do Pará nas quais trabalhei.

    Eu era muito jovem, mas sempre tive o apoio de meu saudoso pai português de quem herdei este dom, se me permitem dizer assim. É verdade que logo que comecei a trabalhar na rádio Marajoara, aprovado que eu fora junto com outro bom amigo e colega o Clodomir Colino entre 50 candidatos a locutor e apenas nós dois aprovados, meus pais temeram que o trabalho diário pudesse prejudicar os meus estudos.

    Eu ainda cursava o último ano do Científico no Colégio Nazaré, em Belém, minha terra natal, e tive que encarar ao mesmo tempo durante um ano e meio o servir também ao CPOR – Centro Preparatório de Oficiais da Reserva, atuando na Infantaria por escolha minha.

    Em verdade não só jamais fui reprovado no Colégio Nazaré como terminei também o CPOR sem qualquer mácula. Quando tínhamos que sair para o interior do Estado fazendo exercícios de acampamento, simulando guerra, eu ficava ansioso para que chegasse às 18 horas e no meu radinho de pilha junto com outros companheiros de farda eu ouvia os textos que eu deixara previamente gravados na rádio.

    Sempre acreditei que eu podia e posso dizer que me orgulho de ter sido vitorioso. Na época chegaram até a me pagar pelas crônicas que eu escrevia e lia. Para um jovem que sonhava em ser radialista, isto desde os nove anos quando eu montara uma pequena “rádio” no porão de casa, depois além de locutor ser cronista e produtor de programas foi uma realização e tanto. ]

    Tive também outras atividades artísticas como Expositor de Arte Fotográfica, bom aprendiz que fui com grandes mestres da antiga ABAF, em Botafogo, chegando a realizar exposições diversas quando me aposentei do Banco do Brasil.

    Eu produzi filmes em curta metragem na bitola super-8, no auge do cinema de bitola pequena. Logrei ganhar bons prêmios em Mostras e Festivais especialmente em nível universitário pelo Brasil afora. Meus filmes sempre tiveram a abordagem de problemas político – sociais. Já contei essas aventuras em diversos textos aqui divulgados, inclusive os problemas com a censura da época.

    A escrita sempre me atraiu e assim todos os meus filmes carregavam scripts feitos por mim. Mesmo quando, como no caso de “Lona Suja” (primeiro lugar em ficção no CEFET de Curitiba), fui obrigado a dublar alguns personagens. Durante a gravação do som eu parecia um louco a discutir comigo mesmo em algumas cenas usando dois gravadores e interpretando dois ou três personagens.

    E hoje, com 79 anos de idade, quase 30 de aposentado do BB, aqui estou eu contando histórias, comentando fatos verídicos que vivi ou que vivenciei, e comemorando o que, com a vossa permissão, chega a ser para mim mais uma boa vitória: o texto de número mil na internet em pouco menos de 16 anos. Tenho todos os textos guardados em arquivo próprio.

    Obrigado a todos que sempre me apoiaram inclusive comentando vários dos meus textos. Essas iniciativas hoje alcançam um significativo número superior a 5.000 comentários desde Janeiro de 2001. Mais uma vez grato pelo apoio sem o qual eu já teria parado. É só, amigos e amigas.


    Francisco Simões (1º/outubro/2015)