Crônica
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    MAIS UMA SAUDADE


    Eu me encontrava numa fase sem poder escrever textos mais longos face à recente cirurgia de catarata a que me submetera. Foi quando recebi aquela mensagem que me informava sobre a perda de mais um bom amigo da antiga do Banco do Brasil.

    Mais uma saudade, menos um amigo. Ainda estava curando o sofrido sentimento da ausência definitiva de outro grande amigo, o professor Renato Toledo de Campos, e a vida me trazia outra notícia daquelas que nos machucam muito embora saibamos que a morte é a única certeza que teremos a partir de quando nascemos.

    Desta feita a mensagem vinha assinada pela viúva, a filha e creio que a neta do nosso grande amigo gaúcho com quem convivemos longo tempo tanto no trabalho de treinamento de pessoal, no Banco do Brasil, como depois em rápidos contatos, incluídas aí duas visitas que fizemos a Gramado e fomos recebidos por ele.

    Seu nome: Milton S. Comiotto. Um colega, um amigo daqueles que prezamos sempre. Hoje fica conosco somente a saudade e muitas lembranças de momentos inesquecíveis.
    Na época cada um de nós foi tomando seu novo rumo ao se aposentar e eventualmente alguns se encontravam no tradicional almoço das quintas-feiras, na cidade do Rio de Janeiro. Este encontro que ficou consagrado pela repetição do mesmo por décadas continua a se realizar até hoje.

    É verdade que agora são poucos os que comparecem àquele almoço semanal, porém façamos justiça a alguns dos amigos que sempre que podem marcam sua presença.
    O nosso bravo Comiotto quando podia vir ao Rio também “assinava o ponto” naquele encontro de amigos, antigos colegas que trabalharam junto por tantos e tantos anos. Ele dava preferência a vir ao Rio no Inverno, pois parece que não se dava bem com o frio brabo lá do Sul.

    Ultimamente, entretanto ele andava meio sumido. Este ano todos esperavam que ele aparecesse por aqui, todavia mais uma vez ele não veio. Também se deslocar de Gramado ao Rio é bem cansativo, sem dúvida alguma.

    Cheguei a perguntar por ele diversas vezes àqueles com quem mais eu mantenho contato especialmente aqui pela internet, porém não havia notícias novas sobre o bom amigo.

    Ele sumira do nosso convívio por e-mail já faz bastante tempo. Mas a vida é assim mesmo e o que vale a pena é a amizade que soubemos regar por tanto tempo, mesmo em recordações.

    Comiottto, gaúcho da melhor estirpe, sempre foi alguém alegre, nunca o vi de mal com a vida pelo contrário. Ele costumava ter histórias para nos contar assim como gostava de ouvir o que tínhamos para dizer especialmente as experiências vividas em cursos que coordenávamos e/ou nos quais dávamos aula pelo Brasil afora, a convivência com funcionários do BB de norte a sul, experiências que ele também teve.

    A foto que acompanha este texto me foi enviada por outro grande amigo, o Reinaldo Campos, e obtida junto à família do nosso saudoso Comiotto.

    Encerro deixando aqui minha saudade, mais uma, nestes quase 80 anos de vida. Como se costuma dizer: que Deus o tenha amigo Comiotto. Até um dia.


    Francisco Simões. (15/Setembro/2015)