Crônica
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    POETA, EU?


    Há muitos anos eu tenho escrito diversas poesias e como ao fazer cópia delas (antes do computador) algumas pessoas elogiavam o que liam eu acabava as presenteando com uma cópia desta ou daquela poesia.

    Depois fui descobrindo concursos literários em que aceitavam textos em prosa e poemas. Ousei me inscrever em alguns e para minha surpresa comecei a ganhar bons prêmios. Animado prossegui enviando meus versos para diversos concursos, inclusive fora do Brasil.

    Maior foi minha surpresa quando alguns de meus poemas mereceram premiações fora do país, inclusive em Londres. No concurso da capital londrina o prêmio, entre outras coisas, foi a confecção de um lindo site que se chamava “O Cantinho do Francisco”. Hoje ele não deve mais existir.

    Depois começaram a surgir os oferecimentos de premiações através de selos, todos lindos e muito significativos. Eles me eram oferecidos por sites literários espontaneamente. Os amigos e amigas poderão vê-los neste meu site entrando pelo link de “Prêmios” onde mais abaixo encontrarão a relação de prêmios que eu recebi em diversos Concursos e Mostras Literárias durante anos.

    Tenho uma grande amiga, doutora na área de homeopatia que sempre que me escreve costuma usar esta expressão: “Amigo Poeta”. Fico sensibilizado, mas sei que o rótulo que me sensibiliza deve ter muito a ver com nossa antiga amizade. Obrigado, Dra. Terezinha da Farmácia de Homeopatia Dr. Carlos de Faria, na Tijuca, Rio de Janeiro.

    Nunca escrevi poemas por encomenda, muito menos só para participar de determinado evento, apenas escrevo quando me bate uma forte inspiração e isto pode ocorrer em qualquer lugar, a qualquer hora ou ao presenciar algo que me toca profundamente.

    Por isso costumo dizer que nem sei se sou poeta ou apenas eventual escrivinhador de versos que tem dado certo, com todo o respeito aos verdadeiros poetas. Foi com este espírito que um dia, em Dezembro/2000, escrevi o poema abaixo que lhes apresento agora. Leiam, por favor:


    AMANTE GUERREIRO

    Se sou poeta? Sei lá se sou,
    Só sei que penso com o coração
    E que quando escrevo me dou
    Por uma paixão incontida
    Que faz do meu peito a guarida
    Dos sentimentos do mundo.
    Sou amante, mas sou guerreiro
    Diante da flor e diante da dor,
    Por amor até morro primeiro,
    Contra a injustiça miro meu brado,
    Armo o soldado com as palavras
    Com a indignação ao meu lado.
    Cavalgo na trilha dos versos,
    Com a poesia eu batalho
    Sem pejorar, mas acusando,
    Não recuando, apenas avanço,
    Sopeando sempre o perverso
    Universo de iniqüidades
    Onde verdades são grandes mentiras,
    Onde o perfeito se revela falho,
    Onde a fome é um atalho
    Pelo qual a morte encurta a vida,
    Onde essa vida tem senhores,
    Onde a hipocrisia, com favores,
    Limpa a ferida, mas deixa as dores.
    Se sou poeta é meu verso que diz,
    Falando de amor para além dos desejos,
    Talvez até uma imensa utopia,
    Mas enquanto houver uma vida vazia
    Eu não serei um poeta feliz.
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    Autor: FRANCISCO SIMÕES
    Em: Dezembro/2000. ..............................