Crônica
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    COMENTÁRIOS SEMPRE BEM-VINDOS


    Outro dia uma nova leitora me escreveu comentando um antigo texto no qual falei sobre o “fenômeno” de eventualmente eu suar somente de um lado do corpo. Isto descobri ainda jovem. Mas o assunto de hoje não é este.

    Acontece que no correr de sua mensagem e por estar me escrevendo pela primeira vez eu lhe disse que me agrada demais receber comentários mesmo de textos antigos e de pessoas que nunca antes me haviam escrito.

    Trocamos então algumas mensagens falando sobre nossas vidas. Minha nova leitora e também amiga é casada e tem uma linda família com duas filhas. Ela nasceu no Rio no bairro de Botafogo.

    A certa altura ela fez uma citação que lera em algum livro. Escreveu ela: "Quanto mais cedo fizer novos amigos mais cedo terá velhos amigos"! Não há dúvida que é algo que faz sentido, algo muito lógico, todavia fazer amigos, gente boa, não é tão fácil assim, é uma arte, disse um poeta.

    Nós começamos fazendo amigos ainda na infância, depois na juventude, etc. Ocorre que alguns acabam sumindo, ficando pelo caminho, ou abandonam nossa amizade sabe-se lá o motivo. Outros ficam fiéis até o final de nossas vidas, podem crer.

    Tenho amigos feitos ainda na infância que se comunicam comigo até hoje, um deles é o poeta paraense Alberto Cohen e seu irmão, o Miguel Cohen que vive em S. Paulo. Outro é o Armando Avelar, ex padre e professor universitário em Teologia. Fidelidade é isto.

    Alguns dos amigos que fiz na juventude ou partiram desta vida ou tomaram caminhos que os afastaram de mim. Assim é a vidOS COMENTÁRIOS SEMPRE BEM-VINDOS

    Nestes cerca de 15 anos que voltei a escrever e divulgar minhas crônicas e eventuais poesias não posso me queixar de não me lerem. Felizmente já recebi até hoje mais de 5.000 comentários de leitores.

    O que julgo mais curioso não são as mensagens que me chegam falando deste ou daquele texto, desta ou daquela poesia, não, isto tem sido um fato até corriqueiro e convivo bem com ele. Nem todos que comentam têm obrigação de gostar do que eu escrevo, claro, mas felizmente a esmagadora maioria tem concordado com o que digo nos meus textos.

    Acho interessante e fico ainda mais feliz é quando me chegam comentários sobre textos que escrevi há muitos anos. E isto tem se repetido com certa frequência, acreditem. O meu texto que mais já rendeu mensagens de comentários vindos muito depois de sua divulgação foi aquele em que falei sobre o fato de eu suar apenas de um lado só, porém apenas em determinadas situações.

    Certas pessoas percebem que com elas ou eles acontece a mesma coisa e aí me escrevem fazendo perguntas, querendo mais detalhes, enfim, se aquilo tem a ver com alguma doença ou não. Tenho sempre afirmado que nada tem de doença, apenas um pequeno fenômeno que nunca souberam me explicar.

    Cheguei a falar disto com vários médicos e mesmo com amigos espíritas, mas fiquei sem resposta esclarecedora. Porém vejam que aquele texto foi por mim divulgado no RIO TOTAL, em seu Coojornal, faz muitos anos, todavia sempre aparece alguém se referindo a ele e me fazendo indagações. Não me importo, pelo contrário até gosto e festejo.
    Outros temas por mim abordados em diversos textos costumam vez ou outra despertar a atenção de alguém que ao lê-lo decide me escrever por algum motivo. Por isso já não me espanta receber comentários sobre crônicas divulgadas há muito tempo. Eu confesso que comemoro sempre, não no sentido de me vangloriar, não é isso, mas por perceber que de alguma forma o que eu escrevi tocou a atenção ou o sentimento de alguém.

    Também ocorre de fatos por mim narrados, fatos verdadeiros, acontecidos próximo a mim e por mim presenciados de repente também ocorrerem com outras pessoas. Elas poderiam apenas presenciar e nada dizer, mas alguns, ou algumas resolvem me comunicar até apresentando eventuais fotos quando é o caso.


    Nem todos se lembrarão, por exemplo, quando contei algumas vezes de visitas inesperadas que tivemos em casa. Visitas da Natureza, algo que nos alegra e nos revigora como ver um ou mais passarinhos entrarem pela janela ou pela porta e ficarem a brincar aqui dentro. Este fato já nos ocorreu algumas vezes.

    Não imaginam a alegria que nos dá presenciar cenas como essas. Ver um ou dois pássaros voarem de um lado para o outro, brincando entre nossa sala, a copa e mesmo o corredor sem se sentirem agredidos. Talvez haja quem não se sensibilize com isto, porém nós adoramos esses presentes da Natureza.

    Há alguns anos quando eu ainda estava morando na minha casa no bairro do Braga, aqui em Cabo Frio, bem antes de me casar com Marlene e vir morar aqui no bairro Jardim Nautilus, certo dia vi uma linda borboleta toda marron bem grande entrar pela minha garage e pousar no lado de dentro da porta da mesma.

    Aproximei-me dela e cheguei mesmo a tocar suavemente em suas asas, mas ela não se assustou. Um amigo que estava lavando o meu carro disse-me que pelo tamanho ela devia ser bem idosa e certamente estava procurando um lugar calmo, sossegado, para morrer. Ele acrescentou que já presenciara isto acontecer.

    Fiquei curioso e ao mesmo tempo meio triste, pois gostei da borboleta. Realmente na manhã seguinte quando fui à garage e achei que poderia fazê-la voar verifiquei que a borboleta marron estava mesmo morta. Mais uma lição de vida que eu aprendi.

    Pois vejam que ontem, dia 06/Janeiro (escrevo este texto no dia 07), chegou-me uma mensagem trazendo foto em anexo. Quem me escreveu foi uma senhora chamada Mara Rocha que até então nunca fizera contato comigo. D. Mara, muito simpática, se referia àquela crônica antiga para me dizer o que acontecera em sua casa uns dias antes e que ela documentou com uma foto.

    Uma grande e bonita borboleta marron, primeiramente confundida com um morcego, entrou em sua casa e passeou à vontade por vários cômodos. Passado o espanto ela decidiu, como eu fiz há alguns anos em minha casa, deixá-la ficar na parede em que se acomodara. Seus filhos se assustaram, mas o fato é que ela ficou lá até o dia seguinte sem incomodar ninguém.

    Como disse D. Mara, somente no outro dia foi que ela resolveu pegá-la e soltá-la na Natureza sem a machucar. Felizmente esta não estava morrendo. Cumprimentei minha mais nova leitora e parece que ganhei mais alguém para dividir a leitura dos meus escritos.

    Este fato me levou a escrever este texto que dedico a todos que com muita boa vontade costumam comentar os meus trabalhos, concordem ou não com o que eu escrevo.
    Obrigado amigos e amigas, e “somos todos CHARLIE”, com certeza. Desculpem, porém eu não pude evitar marcar minha posição num assunto em que tantos estão escrevendo a respeito e que tem a ver com a defesa da “Liberdade de Expressão” não apenas na França, mas no mundo em geral.


    Francisco Simões. (15/Janeiro/2015)