Crônica
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    PARA O ANO NOVO DE 2015


    Gente amiga, nesta atualização do meu site pessoal eu resolvi trazer à tona, digamos assim, um poema que escrevi ainda no ano de 1995, ou seja, há exatos 20 anos. Tudo que digo nesses versos poderia ter sido escrito hoje sem problema algum.

    As imagens poéticas, as sugestões de comportamentos, de atitudes, a vida enfim pouco ou nada mudou. Vejam que outro ano foi-se embora, a vida foge depressa em momentos, fragmentos, alentos, desalentos, pressa, então eu sugiro que você veja e reveja tudo agora, afinal a vida foge depressa. É isso aí.

    Chegamos ao ano de 2015, eu caminho para os 79 de vida, se Deus me permitir, e me lembro que nesta poesia chego a sugerir a você: “O que os olhos podem ver / O coração sente mais forte / Livre a verdade da morte / Para a mentira não vencer”. Será que você tem conseguido isso? Não importa, tente novamente.

    Sei que está muito difícil, mas quem sabe de alguma forma nós conseguiremos com boa vontade, mudando de atitude, não pregar mais vidas na cruz. Vamos tentar, há muito que fazer e sei que nem tudo depende de nós, mas podemos sim dar a nossa colaboração para tentar termos não só um país melhor como um mundo melhor. Não podemos é desistir nunca.

    Já chegamos até aqui, caminhamos muito, principalmente os mais vividos como eu e tantos outros bons amigos da antiga. Tivemos que testemunhar os que ficaram pelo caminho, mas que também fizeram a sua parte dentro do tempo que lhes foi concedido pela vida, pelo destino, por Deus.

    Encerro este texto com versos do poema que o acompanha. Leia e reflita sobre eles:

     Salve os seus sentimentos:
    Ponha o sorriso na dor,
    Plante uma flor no coração,
    Tenha na mão a bondade,
    Deixe a saudade chorar,
    Faça entrar a verdade,
    Veja na idade um aliado,
    Viva inundado de amor,
    Feche o corredor do ódio,
    Eleve ao pódio um ideal
    E abra o canal dos seus sonhos.

    Agora leiam, por favor, o poema por mim escrito há 20 anos. Espero que o apreciem.
    Abraço amigo do Francisco Simões (Janeiro/2015).

    ANO NOVO

    Outro ano vai-se embora,
    A vida foge depressa, Momentos, fragmentos, hora,
    Alentos, desalentos, pressa,
    Veja e reveja tudo agora
    Que a vida foge depressa,
    Que outro ano vai-se embora.
    Acenda o seu pensamento
    Com a luz de uma estrela
    Brilhante, distante,
    Para um juízo isento,
    Atento, livre, cósmico,
    Sem mágoas, invejas, ofensas,
    Somente uma imensa paz.
    Mergulhe sua razão
    Bem fundo no coração,
    Ausculte, sonde, escute,
    Regule sua atenção
    No compasso das batidas
    Sem espaço para a ilusão,
    Aprendendo com as feridas
    Sem fugir da emoção.

    O que os olhos podem ver
    O coração sente mais forte,
    Livre a verdade da morte,
    Para a mentira não vencer.
    Lute, relute, não aceite
    O enfeite, a maquiagem,
    Rejeite a embalagem
    Que embrulha a realidade.
    Outro ano vai-se embora
    Com tantos enganos lá fora,
    Encontros, desencontros,
    Todos prontos para jurar
    Nunca partir, não mais voltar.
    E a vida foge depressa,
    Mas nem peça para esperar
    Que o universo em movimento
    Tem o infinito para alcançar.

    Nesta vida limitada,
    Arriscada, atribulada,
    Salve os seus sentimentos:
    Ponha o sorriso na dor,
    Plante uma flor no coração,
    Tenha na mão a bondade,
    Deixe a saudade chorar,
    Faça entrar a verdade,
    Veja na idade um aliado,
    Viva inundado de amor,
    Feche o corredor do ódio,
    Eleve ao pódio um ideal
    E abra o canal dos seus sonhos.
    Outro ano vai-se embora
    E a aurora traz a esperança
    De bonança e novos caminhos
    Para um mundo inteiro de paz,
    Da paz sem coroas de espinhos,
    Sem calvários desnecessários,
    Sem martírios fratricidas,
    Que, por lições mal aprendidas,
    Pregam mais vidas na cruz.

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    Autor: Francisco Simões.
    Em: Dezembro/1995.

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