Crônica
fm.simoes@terra.com.br
  • Poemas
  • Crônicas
  • Biografia
  • Fotos
  • Prêmios
  • Produção e Administração

     

    UM AMIGO A MENOS, UMA SAUDADE A MAIS


    Faz alguns anos, talvez uns dez, quando certo dia ele entrou na minha telinha do computador comentando uma das minhas crônicas. Gostei de suas palavras e logo estabeleci contato com ele.

    Fiquei sabendo que era também aposentado do BB, como eu, e apenas seis meses “mais novo” que eu, pois nasceu em 09/02/1937 e eu em 17/08/1936. Daí pra frente nós mantivemos muitos contatos. Algumas vezes ele me mandava matérias de outros ou então apenas me escrevia contando alguma história. Ficamos bons amigos.

    Ele me contou que trabalhara por um bom tempo na antiga Inspetoria Geral do BB, a INGER, em Brasília, e nos últimos anos ele foi gerente tanto em Araruama, como em Macaé e finalmente aqui em Cabo Frio, agência pela qual ele se aposentou.

    Um dia por um fato ocorrido fiquei sabendo que ele conhecia e se dava muito bem com certo jornalista. Não importa aqui quem ele é nem em que jornal escreve. Comentamos entre nós determinado artigo do referido jornalista.

    Por uma dessas coincidências certo dia eu resolvi comentar direto ao tal jornalista uma crônica dele. No meu comentário eu discordava de certas abordagens que o mesmo fizera em seu texto. Isto é um direito de qualquer leitor desde que o faça educadamente, claro.

    Quanto ao autor cabe aceitar ou não a opinião de seus leitores e responder ou não a questionamentos, porém também educada e civilizadamente. Infelizmente neste caso não foi bem assim que aconteceu. O tal jornalista me escreveu usando termos nada educados e repelindo de forma meio deselegante o meu comentário.

    Considerando que aquele amigo a que me refiro neste texto o conhecia bem não levei o assunto adiante, todavia repassei para ele ler o que eu recebera. Pois meu bom e recente amigo tomou minhas dores e logo se dirigiu ao jornalista repelindo a forma como ele me escrevera. Disse respeitar muito o meu trabalho, gostar de mim e saber que eu jamais faria aquilo com algum leitor.

    No fundo ele acabou praticamente provocando o jornalista para que me pedisse desculpas pelas coisas que me dissera. Jamais acreditei que isto poderia ocorrer, pois sei muito bem como são alguns deles e por experiência própria cansei de sequer ter alguma resposta quando escrevi a uns poucos profissionais. Nunca mais eu fiz isso. Houve quem mandasse apenas algum assessor, que nem escrever correto sabia, me responder.

    Mas para surpresa minha uns dois dias após recebi do referido jornalista uma mensagem muito educada na qual se retratava do que dissera antes, pediu-me desculpas pelas palavras impensadas e precipitadas que ele me escrevera etc e tal. Fiquei pasmo e tratei de também pôr panos quentes no assunto.

    Continuei a manter contatos com o novo amigo, também aposentado do BB, durante um bom tempo até que ele sumiu da minha telinha. Eu ainda escrevi, mas não recebi resposta dele. Comecei a estranhar. Não gosto quando isto ocorre.

    Ontem recebi mensagem de outro bom amigo da antiga do BB, o Manuel dos Santos, que me repassava uma mensagem na qual um irmão do meu mais recente amigo comunicava o falecimento dele. Fiquei chocado, mas enfim a vida é assim mesmo. A gente sabe que é, porém jamais nos acostumamos com isso, claro.

    Por isso hoje eu digo que tenho um amigo a menos e uma saudade a mais. O nome dele? Era Cláudio Tollendal, ou Cláudio Augusto Tollendal Pacheco. A mim sempre pareceu ser gente da melhor qualidade e lamento não tê-lo conhecido antes. Que Deus o tenha e que descanse em paz.


    Francisco Simões. (02/Março/2014)