Crônica
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    O CONDOMÍNIO DE AREIA


    Amigos e amigas, este modesto poema chamado de “modernista” em alguns concursos de que participei e onde logrei até bons prêmios, procurou registrar nos seus versos toda a tragédia de muitas famílias.

    Vocês devem se lembrar do drama vivido por tanta gente quando ruíram, de uma hora para a outra, os Edifícios Palace Um e Palace Dois. Os culpados por aquela tragédia a que foram submetidas inúmeras famílias parece que não pagaram o que deveriam e nem foram punidos como mandaria uma lei mais justa que defenda os interesses dos prejudicados.

    O empresário, engenheiro Sérgio Naya, foi acusado como maior responsável à época. Ele já faleceu, creio que em 2009, devido a um enfarto, mas viveu abrigado por esta vida que nem sempre é justa e por leis que parecem favorecer mesmo aqueles que, pelo poder do dinheiro, estão sempre a salvo das ditas cujas.

    Quem eventualmente não esteja a se lembrar deste triste fato ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, pesquise no Google que lá encontrarão toda a história ocorrida. O fato se deu no ano de 1998.

    Ao escrever esta poesia procurei passar a idéia de um prédio em posição de estar despencando. Tentando exibir a imagem da tragédia me ocorreu botar, ao final de cada verso, as letras como que a despencar. Prestem bem atenção.

    Cada verso significa um andar dos prédios que ruíram. Ao pé do poema estão algumas letras desarrumadas, mas se procurarem colocá-las em ordem vocês encontrarão os nomes dos dois prédios.

    Quando o inscrevi em concursos literários, à época, obtive poucas, mas significativas premiações. Resolvi revivê-lo nesta atualização do meu site pessoal para não deixar aquela tragédia e as injustiças de que foram vítimas os prejudicados fugirem de nossas lembranças.

    Deu-me um trabalho imenso construí-lo ainda na velha máquina de escrever e pior ainda depois ao passá-lo para o computador através do programa Word. Para isso tive que contar com a ajuda imprescindível do meu sobrinho, excelente entendedor dos meandros da informática, o Márcio Cruz.

    Ofereço à vossa leitura o meu poema “Condomínio de Areia”. Espero que o apreciem e ficarei feliz de receber alguns comentários sobre este meu trabalho.

    Até a próxima atualização, amigos e amigas.

    Francisco Simões. (Setembro/2013)



    Autor: Francisco Simões.
    Escrito em: Outubro/1998.