Crônica
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    O SONHO DE INIESTA


    Claro que apoio as manifestações, claro que apoio tudo que se tem exigido de nossos políticos, uma mudança radical, não há dúvida de que precisamos disto e para já, claro. E há mesmo muito a ser exigido do governo atual, porém que não nos venham com medidas paliativas, embromatórias, que tenham vergonha na cara e coragem para assumir tudo que de errado essa corja nos tem imposto.

    A hora é essa e nosso povo com certeza não vai parar enquanto não alcançarem os objetivos que vêem sendo anunciados farta e claramente em cartazes e entrevistas. Aliás, nossa gente estava calada há muito tempo, muito tempo mesmo, engoliu sapo demais por anos, todavia nunca é tarde para acordar e ir à luta. Parabéns povo brasileiro. Mas, como ninguém é de ferro e eu amo futebol, ainda mais de nossa seleção, hoje (ontem) parei para ver nosso novo time decidir mais uma Copa das Confederações.

    E você, por favor, não me venha com crítica visto que também é brasileiro e não tem porque se envergonhar em dizer que viu o jogo e torceu desbragadamente por nossa nova seleção. Um time que o competente Scolari, já meio desacreditado por alguns bobos que o achavam “velho e superado”, conseguiu arrumar, dar forma e cara a ele para chegarmos ao auge nesta disputa.

    Vejam que vencemos todos os cinco jogos que disputamos no tempo normal. E pensar que tantos críticos não acreditavam, alguns achavam que se decidíssemos com a Espanha seria um “banho de futebol” dos hoje campeões do Mundo e da Europa. Eles esqueceram que os espanhóis nunca haviam enfrentado o Brasil nesta nova fase deles.

    Este confronto era mais do que esperado. O que ninguém esperava era que o time do Brasil, aplicando tática semelhante a que a Itália usou contra a mesma Espanha, chegasse a parar a tal “máquina” que pareceu mais foi estar enferrujada. E pensar que um dia aquela seleção ficou conhecida como a “Fúria”.

    O Barcelona, base dessa atual seleção espanhola, já tomara duas surras nas semi- finais da Euro Copa deste ano contra o Bayer de Munique, uma de 4x0 e outra, no estádio do próprio Barça, de 3x0, isto com Messi e tudo o mais. Mesmo assim eles ainda se achavam imbatíveis.... oh, quanta arrogância, desculpem a sinceridade.

    Se eles pensavam que teriam algo a nos ensinar, saíram daqui foi aprendendo que com o futebol brasileiro não se brinca nem se ganha de véspera. Não há time imbatível, é tudo uma questão de observação, de tática, de inteligência e talento, e isto o nosso Scolari provou mais uma vez que ainda tem de sobra. Velho é a mãe!!

    Não quero exagerar, mas confesso que achei 3x0 até pouco considerando as inúmeras oportunidades nossas de gol que foram salvas milagrosamente por eles. Vamos aguardar agora a Copa do Mundo.

    Para encerrar lembro que eu era bem jovem quando na Copa do Mundo de 1950, também no Maracanã, nós batemos a seleção espanhola por “apenas” 6x1. Digamos que agora demos um desconto a eles e assim 3x0 ficou de bom tamanho. Afinal o “sonho de Iniesta”, sobre o qual ele tanto falou à imprensa, acabou virando um imenso pesadelo. Olé...

    Esperemos agora que os nossos políticos e os nossos governantes se espelhem na competência de nossos jogadores e abandonem os muitos e antigos vícios como a corrupção, os conchavos dentro e fora do Congresso e do Palácio do Planalto, e tratem de realmente trabalhar e/ou governar por este povo sofrido, abusado por demais e há muito tempo, que parem de meter a mão em nosso bolso desavergonhadamente com impostos escorchantes, e comecem a reconstruir o Brasil que todos queremos, merecemos e não abrimos mão dele.

    Falei e disse. E viva o nosso Brasil.



    Francisco Simões. (Julho/2013)