Crônica
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    ESTARÁ O INFERNO SUBINDO?


    Nesta atualização do meu site pessoal eu lhes apresento meu poema ANTI-PRECE escrito em Outubro do ano 2000.

    Vejam que já decorreram quase treze anos e no momento em que fui levado pela inspiração a escrever esses versos movia-me uma sensação bem desagradável da realidade que já estávamos vivendo.

    Sempre disse que eu não sou ateu, jamais o fui e minhas convicções não permitem que eu afirme que Deus não existe. Todavia acreditar em Deus, hoje em dia, para mim, não significa obrigatoriamente freqüentar Igrejas e dar muito valor à palavra de homens que falam muito em nome d!Ele. E como falam, alguns até se julgam com poder para realizar “milagres”. Com todo respeito, não acredito.

    Sei que há pessoas bem intencionadas e que procuram orientar outras que, apegadas a esta ou aquela religião, ou Igreja, lá vão ouvir uma palavra que as conforte. Isto é válido. Infelizmente há também outros que só querem extorquir de muitos pela fé o que de pouco esses têm. Eles têm sido denunciados, mas nada acontece. Desta forma vai-se misturando o joio ao trigo.

    Vendo tanta desgraça pelo mundo afora, inclusive e especialmente a acontecer aqui no nosso Brasil, onde as leis parecem favorecer sempre quem está do lado do crime, do lado da iniqüidade, do lado da corrupção, do lado condenável de um bem mal disfarçado e de um mal que se impõe à força e aos gritos, escrevi o desabafo que irão ler aqui embaixo, o meu poema ANTI - PRECE.

    Quando vejo injustiças de toda ordem serem cometidas por quem compete governar por todos e para todos, e a cada eleição mais e mais pessoas não confiáveis chegarem ao poder foi que eu escrevi versos como esses:

    “Camufladas nas sombras, nas trevas,
    Nas ruas, nos becos e comunidades,
    Nos salões e gabinetes do poder
    Legião de belzebus assumem as cidades.”

    Extravasando minha decepção minha descrença crescente nos seres humanos que insistem em dizer que foram criados à imagem e semelhança de Deus, coloquei nos meus versos o meu mais sincero desabafo:

    “...Passando a crença de que o bem
    Foi uma invenção do mal
    Para se fundamentar e se divertir
    E então, assim como tal,
    O bem lhe deve subserviência.”

    Convido-os então a ler minha poesia escrita em Outubro/2000. Até o próximo mês quando deverei estar novamente analisando outro poema meu escrito há algum tempo. Obrigado pela atenção.

    Francisco Simões. (Abril/2013)

    ANTI - PRECE

    Camufladas nas sombras, nas trevas,
    Nas ruas, nos becos e comunidades,
    Nos salões e gabinetes do poder
    Legiões de belzebus assumem as cidades.
    A cada esquina um satanás
    Na frente ou atrás da gente
    De repente confundindo,
    De repente distorcendo,
    Invadindo tantas mentes,
    Espalhando seu domínio,
    Semeando seu fascínio,
    Passando a crença de que o bem
    Foi uma invenção do mal
    Para se fundamentar e se divertir
    E então, assim como tal,
    O bem lhe deve subserviência.
    E a violência, as injustiças,
    As mentiras, as dependências
    Seriam a maior evidência
    De que o reino da inclemência
    É a nossa existência real?
    É a única das verdades?
    E as flores por que estão destruindo?
    Estará o inferno subindo?
    E Tu onde estás meu Deus
    Será que também te corrompeste,
    Será que nos esqueceste,
    Será que te bandeaste
    Para o lado dos ateus?

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    Autor: FRANCISCO SIMÕES
    Em: Outubro/2000.
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