Crônica
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    ELEIÇÕES À VISTA


    Nesta atualização resolvi lembrar que este é um ano eleitoral. Pelo menos para alguns que cumprirão a obrigação de comparecer à sua seção e, bem, como digo sempre, a partir daí você é independente, você faz o que bem quiser com o seu voto. Não pense que outros podem decidir por você na hora de votar.

    Ninguém é “obrigado a votar”, mas sim a comparecer à seção eleitoral, apenas isso, o resto é dito para intimidar aqueles que possam resolver fazer do seu voto um instrumento de conscientização sobre o estado atual de nossa política e assim, se perceberem que nenhum dos candidatos merece o seu apoio, votar nulo ou sei lá mais o que. Você decide.

    O que mais li nesta internet e tenho ouvido nas rádios e nos noticiários das TVs são críticas, as mais severas, contra grande parte daqueles que exercem cargos públicos neste país. Considero-as justas e por isso alerto a vocês, amigos e amigas, que reflitam bem antes de escolher alguém como seu candidato.

    Por favor, não venham depois “chorar”, ou “choraminguar” ao verem que o eleito é bem diferente do candidato, como digo abaixo nos meus versos. No meu caso refiro-me ao Estado do Rio de Janeiro, onde vivo.

    Permita-me lhe perguntar: você está satisfeito com a atuação do nosso Prefeito? E do nosso Governador? E com os Vereadores em geral? Você é que tem que responder.

    Muitos amigos que convivem comigo neste espaço virtual, tanto comentando meus textos e poesias como conversando por digitação comigo, têm divulgado escândalos envolvendo aqueles que atualmente exercem os cargos acima referidos. Artigos e mais artigos eu recebi com denúncias muitos graves contra este e aquele, atualmente no poder. E agora vão voltar atrás e achar que vocês devem votar nos mesmos políticos? Você é quem decide claro.

    Não me venha dizer depois, por gentileza, que acabou votando em “A” ou “B”, mesmo os reelegendo, mesmo tendo feito tantas críticas anteriormente ao trabalho deles, porque não conseguiu encontrar “candidato melhor”!!

    Pelo amor de Deus, não agüento mais esta lengalenga, chega de desculpas esfarrapadas para tentar justificar que não teve coragem de manifestar seu desagrado, sua revolta, e assim usar seu voto de outra forma, não votando em nenhum deles, por exemplo.

    É a minha opinião, a de quem hoje em dia nem é obrigado a votar e, mesmo que fosse, procuraria usar de formas diferentes das corriqueiras, mas não deixando de deixar bem claro, pelo voto, que não quero nenhum deles que aí estão, nem os que se apresentam para substituí-los. Agora você, por favor, não me decepcione mais uma vez.

    Para completar este texto, ofereço-lhes à leitura a poesia por mim escrita no final do ano de 2005: “O Candidato”. E não esqueçam que os candidatos que aí estão já exercem função política há muito tempo. Mirem bem, conscientemente, provem que são mais politizados que a maioria e não repitam erros do passado. Só isso.

    CANDIDATO

    Candidato,
    Caricato esboço
    De bom moço:
    Inteligente,
    Competente,
    Honesto,
    Incorrupto,
    Patriota.
    Discurso que desbota
    Logo ao tomar posse.
    E o eleitor, aquele que vota,
    Ainda obrigado,
    Desorientado,
    Que olha pra todo lado,
    Confuso,
    Obtuso,
    Com seu voto na mão,
    Querendo fazer a hora,
    Percebe que vai jogar fora,
    Em mais uma eleição,
    O sonho seu e da nação.
    Mas ele insiste, mesmo percebendo
    Que a sua cidadania, a cada dia,
    Em cada novo pleito,
    Perde direito, se esvazia,
    Cala no peito a revolta,
    Um desejo de dar a volta,
    Na realidade de fato,
    Quando sente que o eleito
    É bem diferente do candidato.
     


    Francisco Simões. (Agosto/2011)