Crônica
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    MINHA POESIA MODERNA


    Meus amigos, cá estou eu novamente a “vender meu peixe” em matéria de poesia. Pretendo ir fazendo isto todo mês no meu site pessoal, a cada atualização, com exceção de quando tiver outro assunto mais importante a tratar.

    Sei que alguns ainda me acompanham desde quando comecei nesta internet em Janeiro/2001, porém muitos vieram depois, uns mais recentemente, outros se afastaram, alguns retornam, e outros somem de vez. Julgo ser interessante eu levar ao conhecimento dos que me apóiam, porém conhecem pouco sobre o que já escrevi em versos desde antes de ter começado a atuar nesta parafernália virtual, alguns dos poemas por mim escritos e eventuais premiações por eles obtidas.

    Recomecei a versejar antes de me aposentar, ali pelo ano de 1983/4. Os poemas eram por mim datilografados na minha velha amiga, a máquina Práxis 20. Alguém a conheceu? Os primeiros concursos de que participei receberam sempre as poesias devidamente datilografadas, só vim a ter computador a partir de Outubro/2000 e por insistência de dois sobrinhos e de minha saudosa Zezé.

    Eu olhava para esta coisa com certa desconfiança. Depois, com o passar do tempo, me dei bem e até fui me alargando neste espaço virtual quando descobri os sites literários. Tive ótimos apoios e não parei mais. Entretanto, como eu disse, os primeiros poemas foram datilografados, e não digitados. Depois eu os passei para o computador.

    A poesia que lhes apresento hoje foi escrita em Julho/1999. O curioso é que certo dia me vieram de repente à cabeça essas cinco palavras, cada qual com apenas uma sílaba: SÓ, NO PÓ, E SÓ. Não entendi nada. Como dizem alguns, era uma espécie de “insight”. Um lampejo eventual que a princípio não me dizia coisa alguma. Perguntei-me: o que vou fazer com essas palavrinhas? Realmente eu não sabia, amigos e amigas.

    Deixei-as de lado até que em outro dia eu vi em minha mente as mesmas palavras a formar uma cruz. Era o sinal, ou a solução, fruto naturalmente de tanto eu ter procurado uma solução para o “enigma”. Tratei de compô-la na máquina de escrever e, mesmo tendo apanhado um pouco, acabei conseguindo o efeito desejado. Faltava então o título para o estranho poema. Mais algum tempo a pensar e pensar.

    Em outro dia surgiu-me a idéia da “Derradeira Solidão”. Claro, a morte, a cruz, a mensagem das cinco sílabas, estava tudo ali. Só não estava o fato de que em exatos quatro anos após eu perderia minha então esposa. Apenas coincidência, é evidente. Mandei o poema, junto com outros dois, para o concurso “Expressão da Alma”, no Rio de Janeiro. Fiz a inscrição e dias depois viemos para Cabo Frio passar algumas semanas. Não imaginava que pudesse ser premiado, sinceramente.

    No dia seguinte após a realização do concurso, telefonei para o organizador a fim de ter notícias. Ele me cumprimentou e disse que meus três poemas haviam sido premiados. Tomei um susto, um susto bom que me levou à emoção e à ansiedade. Ele completou dizendo: “Os prêmios que você ganhou foram esses, Melhor Crítica Social com a poesia “É Natal”, Melhor Poema Crônica com a poesia “Meia-Noite” e Melhor Poesia Modernista com o seu “Derradeira Solidão”.

    Imaginem como fiquei feliz. O triste foi que eu não estava lá no momento da entrega dos prêmios. Mas, algum tempo depois, no 6º concurso “Expressão da Alma”, eu arrisquei e o reinscrevi. Novamente fui premiado, todavia desta vez eu me encontrava no Rio e compareci à bonita cerimônia num grande teatro, ali em Botafogo, ao fundo de uma galeria. O nome me foge agora.

    Não imaginam a emoção que eu senti, isto em 2001, ao subir ao palco, receber o prêmio e ler o meu poema mostrando ao público como ele fora por mim criado, ou a formação da cruz. Os aplausos deixaram meus olhos molhados, pois sou um incorrigível emotivo.

    Algum tempo depois tive que compor este poema no computador. Digo que foi bem mais difícil, mais complicado, do que quando usei apenas a máquina de escrever. Apanhei bastante, mas acabei conseguindo. O resultado está aqui embaixo.

    Mais pra frente acabei criando outros dois poemas no mesmo estilo que fora considerado como Modernista. Refiro-me ao Condomínio de Areia (remember Sérgio “Canalha”), em forma de um edifício caindo, e o... “O QUÊ?”... este trabalhado em forma de um gráfico que carrega no seu bojo esta única pergunta: “O que fizeram com os meus sonhos?” Outro dia eu os apresentarei a vocês também.

    Por ora, por favor, apreciem o meu poema “Derradeira Solidão”. Alguns o estarão revendo, outros o estarão conhecendo somente agora. Até a próxima, amigos e amigas.
     

    DERRADEIRA SOLIDÃO

     
      SÓ,  
         
         
    NO   PÓ.
         
         
      E  
         
         
         
      SÓ.  




    Francisco Simões  (julho/1999)

    (Este poema, catalogado como moderno, ganhou o prêmio de “Melhor Poesia Modernista” no 4º e no 6º Concurso Literário “Expressão da Alma”, no Rio de Janeiro, e mereceu um Destaque Especial no IV CONCURSO LITERÁRIO ALPAS XXI” (Cruz Alta-RS), abril/2001, integrando a Coletânea referente ao Concurso.)