Crônica
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    ANO NOVO – FAZENDO UM BALANÇO


    Amigos e amigas, farei um rápido e resumido balanço da minha passagem nesses dez anos escrevendo na internet. Alguns desabafos, naturais, agradecimentos sinceros e necessários, pois devo muito aos que mais me apoiaram na divulgação e aos que me lêem, os que comentam, sem eles eu não existiria aqui.

    Desculpem por alguma coisa que eu tenha feito, tenha escrito, no Ano que ora termina e que os tenha desagradado. Quando expresso minha opinião o faço com a sinceridade que me dita a razão e o coração. Claro que nem sempre esta vai ao encontro do que esperava ler quem me honra com sua atenção. Costumo dizer que não escrevo visando a agradar a quem quer que seja, porém jamais o faria de forma provocativa ou desafiante a pessoas ou grupos, jamais.

    Não espero nunca unanimidade de opinião sobre meus textos (unanimidade que o Nelson Rodrigues chamou de burra). Prefiro discordâncias sinceras, quando elas são verdadeiras e possam até gerar um bom debate, do que os elogios que as substituam quando alguém não quer dizer o que pensa. Por isso aplaudo mais a palavra escrita ou falada do que o silêncio que não se compromete.

    Isto não quer dizer que eu despreze elogios, afinal quem não gosta deles? Só temos que nos cuidar quando eles vêm de algum, digamos, “inimigo”, mas como creio só ter, aqui nesta internet, amigos, ou leitores interessados, não me preocupo com o que disse alguém: “Se os teus inimigos te elogiam, fizestes algo errado. Se eles te criticam, estás no caminho certo".

    Por falar em amigos, no passado minha saudosa Zezé me alertou para o fato de que eu teria muita facilidade para considerar as pessoas que acabo por conhecer, como amigos. Isto poderia ser perigoso pelas eventuais decepções que eu viesse a ter depois. Sempre aleguei, em minha defesa, que prefiro dar sempre um crédito de confiança a quem se chega a mim do que a julgar de forma equivocada e a condenar sem culpa formada.

    Se alguém pergunta se já me “machuquei” por ser assim, eu respondo que sim. Todavia tenho minha consciência tranqüila de que jamais prejulguei quem quer que seja. Prefiro que me virem às costas e/ou me traiam na amizade que reguei do que ser eu o algoz ou o carrasco. Para os que se vão outros chegam e a vida segue, porém fica sempre o sabor amargo das perdas.

    Já fui alertado também para o fato de usar constantemente a palavra “amigo” quando escrevo e aquilo me soou com dois sentidos: um deles seria idêntico ao que meu familiar me dissera há décadas, o outro estaria a me rotular como alguém que, por usar muito fácil tal vocábulo, poderia passar a imagem de alguém falso se escorando naquele tratamento. Não me acusaram de falsidade, não, apenas houve o objetivo realmente de me alertar, embora eu não visse nenhum mal no que faço.

    No fundo discordo deste sentido, mas não vou polemizar. O fato é que passei a ter mais atenção quando escrevo a alguém que acabo de conhecer nesta internet, preferindo, nesses casos, aderir aos que mais usam os tratamentos de “caro”, ou “prezado”, mesmo lamentando ter que fazer autocensura desta forma.

    Cada vez que mais escrevo por aqui percebo como alguns seres humanos, eu incluído entre eles, têm uma certa habilidade para complicar e/ou dificultar um aparentemente simples contato.

    Você escreve algo e envia a um grupo de pessoas, sem qualquer segunda intenção, mas apenas a de informar, ou indagar algo, ou esclarecer algum assunto e de repente, nada mais que de repente, alguém lhe apresenta uma observação que o derruba, pois sua intenção teve um julgamento incorreto. É o tipo de situação que você terá que curtir sozinho, medir as palavras ao explicar para pôr luz na sombra de um mal entendido não intencional.

    Todavia, para quem há alguns anos já foi solenemente censurado, é, censurado por um ilustre senhor “Comendador” que exigiu que eu retirasse o texto que lhe enviara para divulgação por ele discordar da abordagem política que nele eu fazia, e tive que recomendar que engolisse a honrosa comenda, pois eu não o retiraria, e assim nunca mais escrevi para o site dele, ou para quem recebeu uma imposição de procedimento, em outro grande site, da qual discordei, e assim, mesmo sendo antes muito bem tratado lá, tive meus 4 anos de colaboração em prosa e em verso apagados numa decisão autoritária, hoje posso dizer que estou feliz. Sem eles.

    Para quem também chegou a ser agredido e depois perseguido sistematicamente durante alguns meses nesta internet por uma senhora que se dizia gaúcha, politicamente de extrema direita, morando nos EUA, só porque ela discordou de um artigo meu escrito durante a era Bush, “A Arte segundo John Aschcroft” (posso enviar para quem não o conhecer), hoje digo que estou feliz. Sem ela.

    Depois de tantas outras salvas e ressalvas sem jamais desistir deste trabalho que me dá prazer em fazer e que me ajuda a viver, considero que hoje me encontro na medida e nos espaços certos. Por isso agradeço mais uma vez à amiga Irene Serra, do Rio Total, hoje também webdesigner do meu site pessoal, e seu marido, o Luiz, a carinhosa acolhida desde Janeiro/2001 quando bati à vossa porta. Vocês confiaram em mim e com vocês recomecei a escrever publicamente.

    Vânia Diniz, que todos vocês conhecem, também amiga de muitos anos, que tem um magnífico Portal no qual está incluído este ESPAÇO ECOS, onde tenho minha coluna há bastante tempo, é outra pessoa a quem devo tamanha divulgação dos meus escritos. Assim como acontece no RIO TOTAL, me sinto muito honrado de integrar uma equipe com inúmeros e talentosos autores, em prosa e em versos, neste espaço em que Vânia me acolhe há anos. Obrigado, de coração, amiga.

    Igualmente mando meu agradecimento às amigas Lúcia Paixão e Michelle, que há alguns anos me convidaram e lá estou com minha coluna no site do SINAL – Sind. Dos Func. do BACEN, escrevendo também semanalmente e já com mais de 330 crônicas divulgadas. Agradecido pela atenção e pelo carinho de vocês.

    Sinto-me também honrado de estar com diversas poesias no excelente e conceituado “GERMINA – REVISTA DE LITERATURA E ARTE”, a convite da querida amiga Silvana Guimarães. Silvana, a quem tanto recorro quando me surgem dúvidas sobre autorias de textos e outras. Você é um anjo, amiga.

    Outro espaço que me acolhe com muito carinho é a AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas, cuja Presidente Fundadora é Efigênia Coutinho, também uma grande incentivadora da literatura brasileira. A convite dela me tornei um Membro Efetivo da AVSPE. Obrigado, boa amiga, inclusive pelos constantes repasses dos meus trabalhos.

    Meu agradecimento ainda ao poeta e bom amigo Renato Ramoore que, no seu site de poesias, acolhe poemas meus. Meu abraço fraterno aos que, como a querida amiga e conterrânea, poeta Sarah Rodrigues, por quem tenho muito carinho, tornam a divulgação de meus trabalhos uma bola de neve com seus importantes e permanentes repasses. Todos me ajudam e fazem parte da minha vida.

    E a vocês que me lêem, comentando ou não, meu muito obrigado, sempre. Para todos os meus votos de um Feliz Ano Novo com saúde, paz e muito, muito amor.


    Francisco Simões. (Dezembro/2010)