Crônica
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    EXPLODE CORAÇÃO


    Quem me lê de há muito sabe o quanto eu valorizo, respeito, todo e qualquer comentário que recebo sobre o meu trabalho. E mais, tenho o hábito de guardar cada um numa pasta, “Comentários de Leitores”, isto já há dez anos.

    Não importa se eles trazem elogios ou críticas, qualquer manifestação que um leitor, ou leitora, me faça merece de mim todo o respeito e eu jamais deixo alguém sem um agradecimento, ou outro comentário sobre o que me enviam. Por isso me sinto feliz de ter hoje um total de exatas, 3.993 mensagens de comentários.

    Há os que escreviam sempre, depois diminuíram o ritmo ou sumiram. Os que surgem com força total, os que logo tomam o lugar deste outro, e assim por diante. No caso presente perceberão que nem todos que comentaram estão concordes. Isto é normal e eu confesso que até prefiro que seja assim. Acato e respeito todas as opiniões o que não me obriga, evidentemente, a concordar com esta ou aquela.

    Fiz este intróito para escrever, ou exibir o que escreveram, sobre minha recente crônica divulgada em 26 de Novembro, ou “O Perdão que eu nunca te pedi”. Recebi comentários que me emocionaram muito, e não me refiro apenas aos que tenham dito bem do meu texto. Gosto quando ao comentarem relatam situações pessoais que vivem ou viveram e, muitas vezes, encontrando semelhança na história por mim narrada. Há aí uma interação de sentimentos que me agrada muito. Vou realçar alguns comentários que recebi:


    “Explode, coração.... Às vezes, a gente não se perdoa. Parece que com o tempo tudo se acabou. Mentira. No nosso coração tudo permanece vivo e um pequeno sopro faz retornar a antiga fogueira. Coração nunca esquece, o que, com frequência, dói na alma.”
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    “Simões, essa crônica é mais que linda. É emocionante. Além do mais, no meu caso, me leva a um passado distante e maravilhoso, onde estive diante de alternativas de vida e as recusei. E hoje, o que sobrou foi a capacidade de lembrar e pensar em como teria sido se tivesse sido. Ou se não tivesse. Um grande abraço e parabén
    s.”
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    “Que crônica linda e sincera, amigo Francisco. É interessante o que acontece a todos nós, no outono da vida, o imenso desejo de reparar injustiças que cometemos no calor da juventude. Fazemos opções equivocadas, nos deixamos enganar pelos hormônios, ferimos pessoas que amamos, nos ferimos a nós próprios. Isso é a vida, exatamente como ela é ( parafraseando Nelson Rodrigues). Mas a vida como ela é, também é generosa, nos apresenta oportunidades de resgatar sonhos e, principalmente, pedir perdão, ainda que seja a nós mesmos. Abraço fraterno.”
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    Caro Amigo Simões, Paz e Luz.
    Não li sua crônica como tal. Li-a como um desabafo do seu coração. Que não esqueceu, não esquece e nem esquecerá aquela jovem. Que é a tua Alma Gêmea, ou, como se dizia no passado. A "outra metade da laranja". Se eu tivesse o dom de vaticinar, diria que vocês estarão juntos um dia. Porque a vida continua... em incontáveis reencarnações.
    Aí então você terá oportunidade de resgatar o perdão que deve, através de palavras e atos.
    Fraterno abraço,

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    Parabéns. Gostei muito da crônica. Mexeu comigo. Passei um pouco por isso também.
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    “Li duas vezes tua crônica "O Perdão que nunca Pedi". Trata-se, evidentemente, de um fato real, você relata, com muita sensibilidade, um momento de sua juventude no qual, entre um amor verdadeiro e uma paixão incontrolável, optou por esta última, o que não é de estranhar que aconteça, na juventude. Você relata que, com sua namorada, vivia uma vida quase de casado, isto é, a frequência diária, o entendimento, a acolhida da família dela, aquelas relações que se estabeleciam na época em que se tinha o 'namoro firme', fase pela qual passei e que redundou no meu casamento com a Aidê. Hoje você relembra o episódio e traz à tona o remorso que, com certeza, você cultivou ao longo da vida, pelo sofrimento que causou à sua namorada. Depois de tanto tempo, ela e vc com as vidas feitas, desfeitas e refeitas, acho seu pedido de perdão um tanto anacrônico e sem nenhum resultado pratico, considerando que ela está casada, leva sua vida, com certeza não é mais aquela menina com quem você namorou (nem vc é o garotão da época....). O que aconteceu entre você e ela é muito comum, raros os que não passaram por isso, sofrendo por um amor desfeito ou causando sofrimento pela mesma razão. A questão que lhe coloco é: Por que é tão importante, nesta época da vida, que ela perdoe você? Por que você precisa desse perdão?” .....

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    “Acabei de ler o teu texto. Não tenho muita coisa para te dizer. A simplicidade e pureza é como a perfeição, sem sombras. Ela se impõe por si mesmo como a verdade. A tua revelação honesta e verdadeira já te redime. ( .......... ) ... tudo é importante na vida. Todas as experiências têm sentido e delas podemos nos beneficiar desde que saibamos refletir sobre elas. Estás com a mulher que amas resta direcionar a força de todos teus sentimentos sobre. Amém. Um abraço solidário e fraternal”
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    “Depois de tantos anos, esse episódio com Gracinha parece ter ficado como chama viva a machucar seu coração, e o pedido de perdão a ela é prova inequívoca do respeito que você tem pelo sentimento do outro. Com certeza ela compreenderá. Sinta-se apaziguado, quando nada por saber que episódios semelhantes aconteceram/em com muitas pessoas.”

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    ”O texto abordando o tema perdão transmite muita emoção e o mais importante, sinceridade. Porque esta é indispensável para o "mea culpa". Digno de nota, ainda, é a necessária conscientização, que deve respaldar a medida. Na verdade, sem ela (conscientização) não existe o "mea culpa". E é justamente o grau de conscientização que permite avaliar o ponto de evolução de consicência a que alguém chegou. Esses fatores conjugados é que impelem as pessoas a reconhecer seus erros e, consequentemente, corrigir suas atitudes. Observe: o tempo que você levou para admitir o êrro; depois, para aceitá-lo; e por fim, já encorajado, para divulgá-lo. E fê-lo muito bem, uma vez que, quem realmente perdoa (aceita o pedido de perdão) não é quem foi atingido pelo ato, mas o Eu Real (como o classifica Krishna, no Gita) daquele que praticou a ofensa. Parabéns!”
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    Que lindo, emocionante. Na verdade eu vejo da seguinte maneira : você está “se” pedindo perdão e não à ela.. você está tentando se perdoar por algo que sua consciência te cobra até hoje..Mas também eu acredito, que você não fez nada por mal, com intenção... passei muito tempo por este sofrimento de se “desapaixonar por alguém” que você considera especial e é a pior sensação, mas aprendi, que são coisas da vida e elas acontecem... mesmo que não queiramos, ninguém manda no coração! Se fosse uma escolha consciente você escolheria a Gracinha, não é? Mas infelizmente não é assim que acontece, cada um tem que lidar com sua dor, aprender com tudo que acontece e ninguém é culpado por se apaixonar por outro alguém. Vocês eram muito jovens..Então, tire esse fardo, ele pesa demais. Eu acredito que tudo na vida é perfeito, era para ser assim, mesmo quando parece que não.

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    Fiquei extremamente sensibilizado com o infortúnio da jovem. Tive muita compaixão dela. Imagino todo o seu sofrimento. Felizmente ela não cometeu nenhum desatino, suportou com galhardia a tremenda derrota, mas ao final de alguns anos a recompensa chegou com o seu casamento. Simões, sua história me fez lembrar, uma passagem da antiguidade, quando um jovem perguntou ao seu Mestre: o que era certo no casamento. A resposta foi: o arrependimento. O discípulo não entendeu e continuou: como assim? O Mestre esclareceu; se a pessoa se casa, se arrepende, se não casa, se arrepende também. Essa parece ser, de fato, a regra, e para ser válida existem as exceções.

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    “Linda sua crônica, Simões! Tomara que isso de alguma forma chegue até ela... Merece ser lida e você perdoado.”
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    Não, amiga, não será lida por ela. Tomei providências neste sentido. Isto, entretanto, não é o mais importante. Talvez não me faça entender por todos, porém fiz o meu desabafo e isto me satisfaz. Acredito que sendo uma coisa tão pessoal e íntima nem tenho que explicar a razão de tê-lo feito. Cada qual tira sua conclusão ou faz o seu juízo e o externa. Eu apenas respeito.

    Um dia tirei isto de algum lugar: “Se os teus inimigos te elogiam, fizestes algo errado. Se eles te criticam, estás no caminho certo". Como só estou entre amigos, interpreto o ditado acima em sentido completamente diferente. Obrigado por todos os comentários que me enviaram. Procurarei corresponder sempre.


    Francisco Simões. (Dezembro/2010)