Crônica
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    QUE VENÇA A DEMOCRACIA


    Estamos às vésperas de novas eleições, inclusive para Presidente da República. Eu já disse tudo que queria dizer, ou até disse mais do que desejava, assim como li tudo que me enviaram, tenha ou não gostado, mas li. Creio estarmos quites.

    Agora espero e confio que nossa gente vá às urnas imbuída de muita civilidade, tendo feito suas escolhas pensando principalmente no futuro de sua cidade, de nosso país, ajudando a eleger candidatos que estejam à altura de tal missão.

    Todos os níveis para os quais irão dar seu voto são importantes. Acima de tudo deve prevalecer um julgamento pessoal, sem interferências externas, venha de onde vier, e que jamais preponderem interesses escusos, como troca de favores.

    Título na mão e números na cabeça, ou numa cola, permitida. Especialmente para quem tenha dificuldade em guardar a quantidade exigida nesta eleição. Atenção para o horário de funcionamento das seções eleitorais.

    A mim não importa este ou aquele candidato, esta ou aquela candidata, sejam de que partido forem, espero sinceramente que vença a democracia. Isto significa que acima de tudo estão as nossas instituições, a nossa Constituição, e que a vontade do nosso povo seja respeitada.

    Em toda eleição haverá sempre os ganhadores e os perdedores. Espero que sejam quais forem os vencedores estes jamais exibam alguma arrogância, pois o maior vitorioso deverá ser sempre o país, a nação, a democracia. Nela é que deverão pensar e torcer para que o(a) vencedor(a) se mostre tão patriota quanto o seu voto.

    Aos que não virem seu candidato, ou candidata, alcançar o maior número de votos e ser eleito(a), digo que espero não se considerem derrotados, mas que se juntem a quem couber governar o nosso país daqui para a frente. A união é que deve prevalecer. Nesse momento, em nada ajuda ser do contra. O tempo de palanque já terá terminado. Será a hora de começar a trabalhar.

    Não é ser patriota tomar-se atitudes de revanchismo, agir-se como “inimigos”, só porque em quem votamos não venceu. Se alguém for eleito ainda no primeiro turno, que o vencedor ou vencedora perceba a responsabilidade maior que o povo deitou sobre seus ombros confiando-lhe uma autoridade que deve ser exercida sempre e sempre em favor desse povo. Reafirmo: acima de tudo está nossa democracia, nossa pátria, nossa gente.

    No caso, muito possível, de a eleição ter um segundo turno, faço votos que não haja enfrentamento entre as partes, como tanto ocorreu neste período pré-eleitoral. Digo isto, porque nesta hipótese teremos então apenas duas opções e, torça você por quem torcer, espero que defenda a candidatura de sua preferência com a mesma dignidade que estará exigindo de ambos os candidatos em questão.

    Se houver segundo turno, espero que as pessoas se curem de uma tal “virose política” que só vem, pela primeira vez, empanando por demais o civilismo que se esperava de nossa gente na hora de eleger alguém para o principal cargo da República. Nem todos souberam se comportar com dignidade, lamentavelmente.

    Vamos então ao voto e tentemos eleger quem acreditamos possa ser melhor para dirigir este país. Se nosso(a) candidato(a) vencer, comemoremos, todavia, se perder, sejamos civilizados e saibamos que nem sempre se ganha e que saber perder é tão nobre quanto ganhar e respeitar quem perdeu.

    Como me disse um grande amigo outro dia: “E que os vencedores se lembrem, acima de tudo, que o País é do povo, não deles.”

    Que vença a democracia.


    Francisco Simões. (Outubro/2010)